Agricultores que viveram há milhares de anos no que é hoje a Colômbia construíram um enorme sistema de irrigação, considerado uma verdadeira obra de engenharia.
O mais surpreendente é que não há sinais de que tenha sido criado por um governo ou por um líder poderoso. O sistema foi construído através da cooperação entre comunidades locais.
Na região de La Mojana, canais e campos elevados ocupavam cerca de 500 mil hectares, uma área equivalente a três vezes o tamanho de Londres. A estrutura permitia controlar a água durante as épocas de chuva, armazená-la e redistribuí-la nos períodos mais secos, ajudando a combater tanto as cheias como as secas.
Os arqueólogos estudaram uma parte do sistema e concluíram que a sua construção poderá ter sido mais rápida e exigido menos trabalhadores do que se pensava.
A descoberta mostra que estas comunidades pré-hispânicas eram capazes de desenvolver soluções complexas e sustentáveis, organizando-se de forma cooperativa e trabalhando com a natureza, sem necessidade de uma autoridade central.
Este conhecimento antigo pode até inspirar soluções atuais para os problemas de gestão da água na Colômbia.
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A NASA encontrou uma forma de prolongar por mais um ano a missão da Voyager 2, que está no espaço há quase 50 anos.
A sonda é alimentada por um gerador que utiliza plutónio, mas a quantidade de energia disponível diminui cerca de quatro watts por ano. Para poupar energia, os engenheiros desligaram alguns componentes e fizeram alterações no sistema de aquecimento, mantendo a sonda à temperatura necessária para funcionar.
Esta operação, apelidada de “Big Bang”, permitiu libertar energia suficiente para manter os três instrumentos científicos que ainda estão ativos durante pelo menos mais um ano.
Sem esta intervenção, a NASA teria de desligar mais um instrumento antes do final de 2026.
A equipa planeia agora aplicar uma solução semelhante à Voyager 1, que está ainda mais distante da Terra. Cada watt poupado permite assim prolongar a recolha de dados científicos a partir dos limites do Sistema Solar.
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Há mais de 60 mil anos, grupos de Homo sapiens no sul de África já gravavam padrões geométricos complexos em cascas de ovos de avestruz.
Um novo estudo analisou 112 fragmentos encontrados na África do Sul e na Namíbia e concluiu que os desenhos não eram feitos ao acaso. Mais de 80% apresentam padrões organizados, com linhas paralelas, ângulos próximos dos 90 graus, grelhas e formas repetidas.
Segundo os investigadores, estas gravuras mostram que os nossos antepassados já conseguiam planear mentalmente formas e organizar o espaço de acordo com regras abstratas.
As cascas terão provavelmente sido utilizadas como recipientes para transportar água. Para os cientistas, estas marcas constituem uma das primeiras evidências de uma forma estruturada de pensamento geométrico e ajudam a compreender a evolução da capacidade humana para criar sistemas simbólicos.
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Investigadores da Coreia do Sul desenvolveram um protótipo de lentes de contacto capazes de reparar pequenos riscos quando expostas à luz ultravioleta.
O novo material é feito a partir de um hidrogel já utilizado neste tipo de lentes, mas com uma estrutura polimérica modificada. Quando recebe luz UV, os seus componentes reorganizam-se e conseguem fechar pequenas imperfeições em menos de uma hora.
Além de se regenerarem, as lentes apresentam maior resistência ao desgaste, conservam melhor a humidade e têm um revestimento que dificulta a acumulação de bactérias.
No futuro, a reparação poderá ser feita em casa, com aparelhos de luz UV usados, por exemplo, para secar verniz de unhas.
A tecnologia ainda precisa de passar por testes e aprovação regulamentar, mas poderá aumentar a duração das lentes, reduzir custos de substituição e diminuir a produção de resíduos.
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O rover Curiosity, da NASA, descobriu uma enorme área em Marte coberta por formas geométricas semelhantes a favos de mel.
As imagens foram captadas em junho, enquanto o rover atravessava o Valle Grande. Estas estruturas, conhecidas como fraturas poligonais, já tinham sido observadas anteriormente, mas nunca numa dimensão tão grande. Os padrões estendem-se até onde a vista alcança e envolvem inclusivamente uma formação rochosa com cerca de seis metros de altura.
Os cientistas estão a analisar a forma e a composição química destas estruturas para perceber como se formaram. Podem resultar de antigas fendas na lama, de ciclos de aquecimento e arrefecimento ou da pressão sobre sedimentos que continham água.
A descoberta é mais uma surpresa na missão do Curiosity, que explora Marte desde 2012 e já encontrou importantes indícios de que, no passado, o planeta teve água, condições químicas e nutrientes capazes de suportar vida microbiana.
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